Mudanças ...

Eu não gostaria de mudar este blog de endereço, já que ele existe aqui há mais de dois anos. Mas o UOL não anda me dando muitas alternativas.

De agora em diante, estarei postando no http://colchasderetalhos.blogspot.com/

Aos meus poucos leitores, não deixem de visitar e de linkar com o endereço correto.

 

Quando músicas dizem por você

 

O Mundo
Capital Inicial

Você que já esteve no céu
Foi tudo divertido pra você;
Chega a hora então de provar tudo que existe
Tire agora os sapatos jogue tudo pro alto, sinta o chão
Aprender a andar descalço num mundo de asfalto e sem coração
Até que o mundo gire ao seu redor


Obrigado por passar, mas estou de saída
Tem alguma coisa nova pra fazer?
Vamos lá então ter um dia diferente
Eu só quero curtir ficar à toa, viver numa boa
E você quer respostas, exige provas e músicas novas
Até que o mundo gire ao seu redor

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece
Que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Se eu for ligar pro que é que vão falar, não faço nada

Eu procuro tentar entender
Porque eu sou tão importante pra você
Já que é bem melhor ser importante pra si mesmo
Eu não quero mudar, ser mais discreto, ser mais esperto
Já cansei de propostas, dar respostas e ter que dar certo
Até que o mundo gire ao meu redor

Vão falar que você não é nada
Vão falar que você não tem casa
Vão falar que você não merece que anda bebendo e está perdido
E não importa o que você dissesse
Você seria desmentido
Vão falar que você usa drogas e diz coisas sem sentido
Se eu for ligar pro que é que vão falar, não faço nada

É hoje! Mas pode se estender por muito mais tempo... 

 

Site promove campanha do "orgasmo global sincronizado"

   

Objetivo da campanha é frear as energias negativas que estão sobre a Terra 

 

 

Em 22 de dezembro, pessoas no mundo inteiro devem se dedicar a concentrar "energia positiva" para mudar o planeta. E como farão isso? Simples: praticando sexo. A campanha é promovida pelo site www.globalorgasm.org, e propõe que todos se fixem em pensamento de paz durante e depois do orgasmo (e quanto mais, melhor). O objetivo é tentar frear as energias de violência, agressão e guerras sobre o planeta.

 

Na convocação para o evento, o motivo citado pelo site é: "causar mudanças positivas no campo de energia da Terra por meio do orgasmo global sincronizado. Há mais duas frotas norte-americanas indo em direção ao Golfo Pérsico com equipamento a ser usado contra o Irã, portanto, a hora de mudar a energia da Terra é agora!".

 

A convocação é dirigida a todos os homens e mulheres do planeta, em todos os países (mas principalmente naqueles que dispõem de armas de destruição em massa). A data é 22 de dezembro, no lugar e hora em que as pessoas desejarem.

 

Fonte: Terra

 

 

Quem precisava de uma desculpa ou de uma história engraçadinha para convidar alguém para sair já tem. E há ainda quem realmente se preocupe com a paz mundial. Seja lá qual for o seu motivo, não esqueça de colaborar. Neste período do ano, as alternativas seriam enfrentar um shopping abarrotado de gente ou assistir ao especial de fim de ano da Xuxa. Se é que alguém duvida, eu prefiro colaborar. Muito.

Doze coisas que...

 

 

 

Seis coisas que já deram:

 

* Pessoas que gritam “Uhu” toda vez que alguém estoura um champagne.

 

* E-mails undisclosed recipient dizendo: “Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo...”

 

* Neologismos bestas, como chamar traje obrigatório de dress code só para parecer que é moderno.

 

* Vendedoras de lojas que perguntam seu nome só para depois ficar tagarelando: “Ficou bom, Fulana?”, “Sai para eu ver, Fulana”.

 

* Pessoas que vão estar ligando, vão estar transferindo, vão estar anotando e vão estar enchendo a minha paciência.

 

* Balé Quebra Nozes e a Simone cantando Então é Natal.

 

Seis coisas legais:

 

* Champagne em garrafa baby com aquele bico especial para você não ter que tomar de canudinho.

 

* Gente que deseja coisas boas para você sempre – e não só no período de festas.

 

* Frescurinhas legais que te fazem feliz, sem o objetivo de parecer mais moderna.

 

* Vendedoras que te deixam à vontade e só aparecem quando realmente solicitadas.

 

* Pessoas que ligam, anotam e resolvem – sem muita complicação.

 

* O humor do Terça Insana e a ousadia cool e consistente dos Satyros.

Em Stand By – mas feliz

 

Sol maravilhoso, perspectivas de praia com balada à vista, uma notícia que podia ser horrível mas foi só chata, uma amiga nova, três festas engraçadíssimas no espaço de quatro dias, uma visita a um lugar inusitado, o fim da TPM e um bocado de gente interessante, pautas bacanas pra cumprir.

Sim, depois do mini-furação, a vida voltou a ficar ótima. Pena, que, mesmo mini, o furação parece ter feito um certo estrago.

Acho que meu período problema hard + TPM descontrol deixou marcas por aí. Também pudera: toda mulher normal que já enfrentou uma questão séria bem no meio da TPM sabe do que eu estou falando. E todo homem que já teve uma mulher/namorada/rolo nesse estado já teve vontade de morrer ou matar – e com toda razão. Mas não adianta lamentar: ou bem o problema tem conserto, e vai ser ótimo em todos os sentidos, ou voltarei ao momento livre, leve e totalmente solta de um mês atrás – o que, diga-se de passagem, não era exatamente ruim. Sim, não vou negar que a primeira opção me parece bem melhor, mas a escolha não é só minha...

Não tenho a menor idéia de se vou entrar em 2007 sozinha ou acompanhada (o que, óbvio, não quer dizer namorando). Mas é quase certo de que vou entrar livre de um medão que me assolou nos últimos dias, com uma minissaia branca e clichê e com um sorriso enorme no rosto – pelo ano super cool que se vai, e pelo próximo ano, que se for pelo menos igual a 2006, vai ser sensacional.

Mundo Estranho - e ótimo

 

 

Eu li hoje no UOL que acabaram de descobrir um novo tipo de sapo no Bornéu. Esse é o tipo de notícia que me assusta, afinal, depois de todos esses (milhões) anos ainda existem animais não catalogados – vai saber o que ainda não vão arranjar por aí.

 

Nem precisa ir até o Bornéu para continuar esse raciocínio. Eu queria evitar fazer o sempre previsível e clichê até o último fio de cabelo post de retrospectiva do ano, mas o fato é que 2006 foi ano de descobrir coisas incríveis – a meu próprio respeito.

 

Eu descobri que gosto de tequila e champagne muito mais do que imaginava. Descobri que eu não tenho muita paciência com homem que não me trata com atenção e se alguma coisa me deixa frágil, é mil vezes melhor ficar longe até resolver.

 

Descobri que eu tenho sim alguns preconceitos: domingo fui a um lugar onde vi que uma espécie de comportamento que eu considerava estranho e pouco aceitável é sim perfeitamente possível – e desejável.

 

Esse ano teve gente que eu mal conhecia e que se tornou importante. Gente que eu achava legal e que de repente não tem mais muito a ver com a pessoa que eu me tornei. Eu aprendi uma porção de coisas e vi que preciso aprender ainda tantas outras, em especial sobre os homens, esses seres ótimos, lindos e totalmente imprevisíveis – já que um certo tipo de comportamento que funciona com um, decididamente pode não colar com outro.

 

Foi o ano em que eu conheci mais gente diferente: gente louca, linda, desbocada, brilhante. Nunca passaram pelo meu caminho - e ainda estão passando - pessoas tão decididamente fascinantes, cada uma a sua maneira. Eu mudei de corte de cabelo, de profissão, de namorado (mais de uma vez) e de mais um montão de coisas. E, ainda bem, algumas outras coisas continuam, lá, intocadas.

 

Eu fiz amigos, fui a festas e vi as cenas mais bizarras deste mundo, o que foi ótimo – pra me deixar chocada hoje em dia está precisando bem mais. Mas o mais interessante, é que eu descobri que gosto muito de tudo isso: minha vida sempre mudou muito, mas esse ano foi campeã. E que bom, já que a maioria das mudanças foram positivas. Que venham mais mudanças legais. Essa semana, uma amiga me disse... nossa, como você mudou... Mudei e ainda estou mudando – e estou achando ótimo.

Procurando uma mulher de verdade?

 


A sempre certa e sempre fofa Adriane Galisteu (sim, eu adoro a Adriane e quem não concordar pode parar de ler, porque eu adoro mesmo) disse em entrevista recente uma frase ótima: “Eu quero um homem que goste de mulher”.

 

Galisteu não se referia aos homossexuais, até porque não faria sentido, e sim a uma certa “folga masculina” que tenho visto com freqüência (antes que alguém possa imaginar, isso não é uma indireta, minha vida pessoal anda super ok.)

 

Eu já sou uma mulher muito pouco típica: não reclamo quando o outro tem que trabalhar, tenho pouca paciência para ficar colocando caraminholas na minha cabeça por ciúme, não encano com futebol com os amigos, cerveja e nem nada disso.

 

Mas, como ela disse, preciso de um homem que gosta de mulher! E mulher de verdade, meu bem, tem TPM, dessas de arrasar quarteirão. Mulher de verdade se vira sozinha, resolve seus problemas, mas de vez em quando quer mesmo é um colo, ver um DVD bem bobo abraçada e ganhando um monte de beijinho.

 

Um homem que gosta de mulher de verdade sabe satisfazer os desejos mais esquisitos – e dar um tempo naquele dia em que ela não consegue nem pensar no assunto (são pouquíssimos, eu garanto). Homem que gosta de mulher entende que ela adora sair para beber e fofocar com as amigas, que é meio obsessiva por sapatos, que se acha gorda de vez em quando e que vez por outra quer ouvir o quanto é adorada.

 

Homem que adora mulher sabe que ela vai ficar meio histérica se for largada esperando sem muitas explicações – e tem que agüentar a falação depois. Homem que adora mulher sabe que de vez em quando tem que fazer vista grossa para umas bobagens, fingir que não viu uma cara amarrada fora de hora – até porque um biquinho de vez em quando é muito mais charme do que braveza.

 

Porque só um homem que adora mulher de verdade vai poder se pegar em uma tarde de sábado depois da praia observando uma mulher toda feliz e despreocupada passando hidratante só de toalha e com o cabelo molhado, mais por provocação do que por outra coisa. E só uma mulher de verdade faz coisas que essas outras, as boazinhas, nem ousam pensar...

 

Um homem que conquista a confiança e o amor de uma mulher de verdade vai poder desfrutar de coisas que ela não faria por qualquer pessoa, em todas as áreas. E contar com a compreensão, o companheirismo e o tesão de uma mulher assim é para poucos – e bons.

 

Por isso rapazes, aprendam: mulher de verdade dá um trabalhão e muitas vezes tira sua paciência. Mas faz coisas que você nem pode imaginar. Ou pode, se for esperto – e conseguir conquistar uma dessas.

                              Para você (se é que você lê isso aqui)

 

 

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

 

Clarice Lispector

 

O problema é que não entendo nada. A opção a não entender, seria desrespeitar o espaço e o tempo do outro. E como liberdade, a minha e a dos outros, não tem preço, não desrespeito àquilo que me é mais caro.

 

Contra tudo aquilo que eu não entendo, champagne, amigos e tempo. E um desejo de que você fique bem, longe ou perto, amigo ou algo mais.

 

Profitez! Enjoy it!

 

 

Escrever para mim é também uma forma de organizar o pensamento. Tem idéias que ficam pairando na minha cabeça, nebulosas, e quando eu escrevo me parece que as coisas ficam mais claras.

Talvez por isso esteja escrevendo tão pouco por aqui. Tenho muitas idéias na cabeça e nenhuma delas ainda muito clara. Nos últimos dias, algumas coisas mudaram, alguns conceitos foram revistos e eu ainda não sei no que algumas coisas vão dar. Nem estou muito preocupada. Ando preocupada mesmo em aproveitar os bons momentos, e deixar para resolver quando (e se) o problema se apresentar de vez.

Ando querendo praia, champagne, sexo e um cineminha. Ando querendo conhecer alguém melhor, seja observando trabalhar, seja no tão falado e ainda não concretizado jantar tranqüilo. Ando querendo dar risada e aproveitar. Por hora, só tenho uma frase certa a dizer: não sei de nada ainda.Tenho muita coisa para resolver. Mas nem precisa ser agora.

Eu me importo. Azar o meu.

 

 

Eu tinha um amigo. Eu gostava muito dele, apesar de ser recente. Era assim meio jovem, assim meio ingênuo, e eu gostava de ter ele por perto. Sei lá porque, eu sempre pedia um abraço. Era uma piada interna, minha forma de brincar, de dizer “olá, tudo bem? Sua amizade é bacana...” enfim, de me fazer presente.

 

Um dia, por um motivo bem banal e bem imbecil a gente parou de se falar. Muitos, mais muitos dias depois, eu achei que seria bacana acabar com essa bo-ba-gem. Na minha cabeça, era uma amizade de verdade, e não falar com ele era uma besteira em uma amizade que eu considerava.

 

Aí eu tentei voltar a falar e não obtive resposta. Fiquei chateada, mas passou. Então um amigo em comum veio me alertar que uma amiga havia pedido um abraço e ele havia respondido: “ai, que jeito mais Flávia de ser...”, em tom de reprovação.

 

Eu não fiquei chateada, fiquei triste mesmo. Triste de ver como uma pessoa que você considerava não dá a mínima para o que você pensa ou sente. Triste porque de vez em quando a gente tem a impressão de que tem muitos colegas, muitos conhecidos, uma quantidade absurda de contatos. Mas amigos, amigos de verdade, são no máximo uns 10 – e que é uma sorte poder contar com tantos.

 

Mas eu fiquei triste mesmo é de pensar que com tantas coisas e pessoas bacanas ao meu redor, eu ainda me importo com esse tipo de atitude. E me chateio. Nesse ponto, é mesmo um saco esse jeito Flávia de ser.

Fase nova, texto bonito

 

 

Eu nunca fui muito de poesia, nem de ficar copiando aqui textos de outros autores. A proposta do blog sempre foi usar o espaço para escrever tudo aquilo que não caberia em outro lugar, um espaço sem compromisso.

 

Mas sempre tive meus autores preferidos, quer de prosa, quer de música. Chico Buarque e Clarice Lispector sempre me deram a egocêntrica impressão de estarem escrevendo para mim. E a pretensiosa vontade de um dia escrever 10% do que eles escrevem.

 

Acontece que inauguro uma nova fase: com data para acabar, isso é certo, ainda que esta data ainda não seja conhecida. E como essa fase foge do padrão de tudo que eu tenho feito até agora, ficou difícil defini-la. E para evitar a criação de mais um post que diz, diz e não diz nada, achei que era mais fácil definir esta fase com uma frase de Clarice, que diz por mim bem melhor do que eu poderia fazer.

 

"Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais.
Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora.
Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive
apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.
Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro”.

 

Finito

 

 

É sempre muito triste dizer adeus, mesmo quando você sabe que é a melhor coisa a fazer. No mais, é fazer o de sempre: suspirar fundo e seguir a vida, esperando que um dia você entenda meus motivos para ter feito isso.

 

Desejo que antes de mais nada, você seja feliz: os bons momentos eu vou guardar pra sempre comigo e você tem aqui uma amiga pra vida inteira, nem preciso dizer.

 

Força, luz e muito sucesso. Eu não duvido que você vai ser muito feliz. Não duvide você disso, nem de que eu vou te adorar pra sempre, viu?

 

Às vezes uma música diz muito mais do que mil explicações que só nos exporiam. Pode ser que este post, só por existir, exponha. Mas não ia nunca deixar de registrar todo o meu carinho por aquele que foi um dos melhores companheiros deste mundo.

 

 

Leve

 

Não me leve a mal

Me leve à toa pela última vez

A um quiosque, ao planetário

Ao cais do porto, ao paço

 

O meu coração, meu coração

Meu coração parece que perde um pedaço, mas não

Me leve a sério

Passou este verão

Outros passarão

Eu passo

 

Não se atire do terraço, não arranque minha cabeça

Da sua cortiça

Não beba muita cachaça, não se esqueça depressa de mim, sim?

Pense que eu cheguei de leve

Machuquei você de leve

E me retirei com pés de lã

Sei que o seu caminho amanhã

Será um caminho bom

Mas não me leve

 

"Escuta: eu te deixo ser, deixe-me ser então..." Clarice Lispector

 

Bem contente e bem boba

 

 

Hhmmmmmmmmmm, semana cheia e mais curta pelo feriado, mas proveitosa. Matérias gostosas de fazer, provas acabando e a perspectiva de uma semana cheia de festas e programas bacanas.

 

Uma vontade absurda de ir para a praia, que terá que ser adiada por um bom tempo, mas quem é que vai se queixar disso quando se pode aproveitar finalmente para sair de casa de saia e beber com os amigos no fim da tarde? Eu é que não, e a praia que me espere mais um pouco.

 

Fora isso teve o feriado divertidíssimo na casa da Li, como há muito tempo a gente não fazia, tem uma segunda feira onde eu vou poder dormir até o meio dia e uma blusa verdinha e novinha em folha que eu ganhei.

 

Falta me entender com uma grande amiga, fazer as unhas, adiantar o trabalho, almoçar com uns amigos e voilà, um final de semana todinho pela frente.

 

Ando boba demais: feliz com as coisas mais banais. É bem bobo. Mas é bem bom.

Para um moço lindo, talentoso e absolutamente incrível

 

 

Eu hoje fiquei pensando em como a gente perde certas oportunidades na vida. Oportunidades de ser feliz mesmo, dessas em que, como dizem as avós, o cavalo passa selado na nossa frente e a gente não monta.

Eu me orgulho de só me arrepender das coisas que eu fiz, já que eu não deixo nada para trás por medo. Mas tem chances que eu perdi, por imaturidade, inexperiência e impulsividade que são duras de engolir.

Ok, a vida anda para frente e não há nada que eu possa fazer para mudar o caso em questão.

Exceto talvez, dizer por aqui, se é que depois de quase dois anos você ainda lê isso, que eu me arrependo.

Me arrependo de ter sido afobada. De querer tanto a sua delicadeza, a sua gentileza e o seu carinho por perto e me atrapalhar. E me atrapalhando, acabei sendo menos gentil, menos delicada e infinitamente menos sua companheira do que você merecia.

Me arrependo porque você era para mim exatamente tudo aquilo que eu queria ser para você: e por medo, traumas criados por outras pessoas, imaturidade e insegurança, eu não consegui demonstrar nem um terço do quanto você era importante e querido.

Me arrependo de não poder ter te dito isso olho no olho, por eu ter sido tão difícil quando a hora de dizer adeus chegou.

Não espero nada com essas palavras: você vive uma vida bonita, parece feliz, e isso para mim é muito mais importante do que você imagina. Eu também vou seguir bem: refiz minha vida repleta de histórias bacanas, gente legal, realizações, e acho que ainda vou ter muitas outras boas histórias para contar.

Mas acho que porque nunca fiz um post parecido, esse ficou entalado na minha garganta todos estes anos. E porque pensei com carinho em você a semana toda, não sei bem porquê.

Se você ler, queria que você soubesse: talvez a gente não se veja nunca mais e  seremos felizes em lugares distantes um do outro, possivelmente. Mas aquelas manhãs com queijo de manteiga, os maltados que a gente tomou junto, a tarde em que você dormiu no meu colo, o festival de cinema francês, todas as noites que a gente namorou bem muito ao som do Chico e ao som do Chet e tudo mais que vivemos vão estar para sempre guardados na minha memória, porque, com os seus defeitos e qualidades, para mim e para o que eu procuro nessa vida, você é perfeito.

Seja muito, muito feliz. Não conheço ninguém que mereça mais.

Divagações bobas em uma tarde quente

 

 

Eu tinha uma amiga que chamava Alessandra (não essa de agora) e ia a casa dela estudar geometria. Nesta época eu era super tímida e gostava de um menino que chamava Rogério, que nem sabia que eu existia.

Justamente porque eu era um poço de timidez e estudava em uma escola onde a renda familiar das outras meninas era 450 vezes maior do que a minha, eu tinha poucas amigas. E como tinha poucas amigas, eu lia muito. Ler muito e a afeição que eu tenho por algumas pessoas foram algumas das poucas coisas que não mudaram na minha vida desde então.

E eu só parei para refletir sobre tudo isso porque fuçando em uma dessas comunidades de colégio, achei a tal da Alessandra aí de cima.

Será que todo mundo muda tanto dos 13 aos 27? O que será que mais 13 anos farão de mim? Será que eu serei completamente diferente do que sou hoje quando tiver 40 anos?




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BRASIL , Sudeste , SAO PAULO , Mulher , de 26 a 35 anos , Portuguese , French , Livros , Viagens , Escrever
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