“Chico Buarque: o tempo e o artista”
Estréia em São Paulo, no dia 13/01 (finalmente!!) “Chico Buarque: o tempo e o artista.” O projeto que será realizado no Sesc Pompéia traça um panorama da carreira do Chico e da sua participação no cenário cultural brasileiro, apresentando uma exposição, em cartaz até 13/03/2005 com fotografias, correspondências e registros audiovisuais, além de shows em homenagem ao Chico, com Toquinho e Francis Hime, filmes e peças teatrais.
É possível obter maiores informações, bem como um calendário completo do evento no www.sescsp.com.br
Pra quem gosta de Chico, como eu, trata-se de um programa imperdível.
Qual é o seu enredo?
Eu ia postar primeiro sobre Campo Grande, de onde escrevo agora. Mais aí, no Soy Loco por ti (que aliás tem um link aqui ao lado e é um dos blogs mais bacanas que eu já vi, vale a pena visitar), Luiz postou um texto curtinho de Paulo Leminski, que ficou martelando (no bom sentido) na minha cabeça durante uns dois dias seguidos. O texto, você pode ler aqui. Mas pra encurtar a conversa, ele fala sobre viver uma vida com ou sem enredo. Sobre o quanto se viveu, descobriu, sobre o que se tem pra contar de si mesmo. Aí me dei conta de que normalmente quando se pensa nisso, rapidamente tendemos a imaginar enredos fantásticos, que poderiam ter acontecido mas (na maioria dos casos) não aconteceu: tem quem imagine viajar o mundo todo, os que queriam ser famosos, os que queriam viver com muita grana, jatinhos, um cartão de crédito sem limites ou um príncipe dinamarquês. Pergunte a qualquer pessoa sobre o enredo que ela iria querer para sua vida se pudesse ter absolutamente TUDO que quisesse e você vai se surpreender com a criatividade (e megalomania, of course), da maioria.
Mas aí fiquei pensando em coisas mais simples, que eu já passei, e se estas coisas dariam um enredo: Eu já colhi fruta no pé. Já chorei de ódio, de tristeza, de saudade e de alegria. Já pulei de asa delta. Já fui guia de turismo, estudante de gastronomia e secretária. Ganhei beijo apaixonado, abraço apertado, carinho escondido. Tenho sobrinhos. Dois. E lindos. Já fui Andaluza, Branquinha e mon ange. Corri atrás do trio elétrico, morei no Rio, em Sampa e em Salvador. Tomei maltado no Recife Antigo, fiz amigos em Aracajú. Passei dias que modificaram a minha vida em Paris. Conheci uma astrônoma na Bélgica e uma índia em Trancoso. Morei com uma modelo, uma consultora colombiana e uma personal trainner ( com direito a namorado argentino e um bebê recém nascido no pacote). Já tomei um porre e estou até pensando em tomar juízo, só pra variar. Eu já... Eu só tenho 25 anos.
De vez em quando, a gente (re)descobre que a vida é bem boa.
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