Um Deserto Cultural

 

A cidade tinha tudo para ser bacana: é limpa, muito limpa. Avenidas largas, bem arborizada, e sobretudo, tem dinheiro de sobra circulando por aqui, principalmente por conta da pecuária – e da droga que entra via Bolívia.

Mas quem cria boi ou vende baseado, aparentemente não está interessado em investir nem em cultura e nem em turismo. É uma pena ver a possibilidade de exploração de mil e um novos negócios ser desperdiçada diariamente. Campo Grande é porta de entrada de turistas que vão ao Pantanal e a Bonito. Como os vôos descem aqui e normalmente não são conjugados com o transporte até os destinos turísticos, a maioria (inclusive um grande número de estrangeiros, que são mais fascinados pelo Pantanal que nós brasileiros) acaba passando algumas horas ou dias na cidade. Literalmente à toa. É triste ver que a Secretaria de Turismo, o Governo ou sei lá eu quem, não tem o menor interesse em reter ao menos uma parte dos reais, euros e dólares que passam por aqui na mão destes turistas em trânsito. As opções gastronômicas são poucas, e eu até agora só tive oportunidade de ir à um restaurante mais ou menos. Os outros, como disse no post anterior, estão em recesso, justamente quando o fluxo de turistas é maior. Não existem boas exposições acontencendo (ou ao menos não estão sendo divulgadas nos jornais da cidade), nem peças de teatro e nem shows. Absolutamente tudo, à exceção do Extra, e das farmácias fecha aos domingos. A minha última esperança, é o 2º Festival de Cinema de Campo Grande, que começou na 6ª feira e ao qual eu pretendo ir amanhã, ver um filme que eu acabei perdendo em Sampa e que pela sinopse me interessou muito, chamado Jornada da Alma. Vamos ver.

 

 

O tal do Recesso

 

Cheguei em Campo Grande no dia 02/01. A cidade não é feia, ao contrário. Ruas largas, limpíssimas e super arborizada. Como cheguei no final da tarde, logo bateu aquela fome. Liguei para o room service do hotel e recebi de volta um : “ A cozinha do hotel está em recesso”. Francamente, vocês já ouviram falar de cozinha de hotel 4 estrelas entrar de recesso? Munida da indicação fornecida pelo recepcionista do hotel, me dirigi a um restaurante onde poderia jantar “ a autêntica comida pantaneira”. Em recesso, of course, e até o dia 10. Acabei comprando uma porcaria no Extra para matar a minha fome até a hora da minha sessão do cinema. Que estava fechado, em recesso até o dia 8.




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