Gavetas

 

Hoje tivemos uma discussão aqui no trabalho que acabou por me fazer pensar em diversas outras coisas.

Estávamos conversando sobre rótulos: alguém disse que se espantava com a facilidade das pessoas classificarem as coisas. Tal festa é brega, tal filme é trash, e por aí vai. Fiquei pensando que daí a fazerem isso com as pessoas também é um pulo.

Quando você mistura pessoas com idades um pouco diferentes então, nem se fala. É divertido e ao mesmo tempo desconcertante perceber como, em pouco tempo, as pessoas se colocam nas tais gavetas. Eu sou meio fascinada por gente. Daí que eu acho meio absurdo ver as pessoas classificando umas às outras, sem querer conhecer. Tem o grupo dos mais jovens, dos mais velhos, dos casados, dos que gostam de filme de arte e papo-cabeça, dos que gostam de mesa de bar... A lista é imensa. Eu gosto de transitar entre todos esses. Às vezes dá, às vezes não dá. Quando eu saio da faculdade, com a cabeça a milhão, pensando em tudo que eu ouvi lá, não dá pra falar do final da novela. Mas depois de uma reunião complicadésima no trabalho e de um dia cheíssimo, eu quero mesmo é mesa de bar: de preferência com gente bem jovem e bem descomplicada, pra falar um monte de besteira. Às vezes eu acho que sou de outro planeta: será que não dá pra gostar de ter amigos bem mais velhos, bem mais novos, gostar de filme de arte e de comédia romântica, de mesa de bar e de papo sério?

O grande problema destas classificações, é que a gente perde o contato com a diversidade.

E diversidade, meus caros, além de ensinar uma porção de coisas, é uma delícia.

A linha e o linho
 É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza

  

Eu ia fazer um post seríssimo sobre um blog bacana de notícias e sobre um jornalista que eu acho bem bacana. Mas hoje eu estou leve demais pra isso. E fico só com essa música que eu acho L I N D A.

Vejam essa...

 

 

"O perdão está dentro do meu coração"

Uma semana depois da publicação, em revistas de celebridades, de uma foto de Chico Buarque de Hollanda com uma morena no mar do Leblon, a protagonista da cena, a designer e fotógrafa Celina Sjostedt, e seu marido, Ricardo Sjostedt, decidiram se manifestar.

Eles divulgaram na internet uma nota em que dizem: "Devido à incessante insistência de parte da imprensa, não vemos outra alternativa senão declarar o que tanto está sendo solicitado. Nós, Celina e Ricardo, apesar de sermos casados e morarmos sob o mesmo teto, temos nossas vidas pessoais independentes. Eu, Celina, declaro que não sou namorada de Chico Buarque. Nada mais a declarar".

O texto foi veiculado no blog do colunista Antônio Carlos Miguel, de "O Globo", a pedido do músico João Donato, amigo do casal.

A coluna conversou com Ricardo, conhecido como "Duna", que é músico e dono de um estúdio no Rio:

 

Folha - Você e Celina estão separados?

Ricardo Sjostedt - Não. Estamos casados. Mas a gente respeita a liberdade um do outro. O que acontece é que esse cidadão [Chico Buarque] tem uma fixação pela minha mulher, talvez por ela ser muito bonita, e fica investindo.

Folha - O que ele faz?

Ricardo - Acho que ele está apaixonado. Sei lá, pergunta para ele. Está tudo sendo resolvido entre a gente. Não tem problema nenhum. E eu não sou violento. Não tem nada disso que disseram [foi divulgado que ele teria ameaçado Chico Buarque].

Folha - O assédio da imprensa está incomodando a família?

Ricardo - Me seguem por onde eu vou. Mas acho que ele [Chico Buarque] devia procurar outra pessoa para perturbar, entendeu?

Folha - Celina teve, de fato, um envolvimento amoroso com o Chico?

Ricardo - Isso eu prefiro nem comentar. Ele pode estar apaixonado, mas ela é uma mulher casada.

Folha - E ela, você perdoou?

Ricardo - O perdão está sempre dentro do meu coração. Ela está tendo o tempo dela para pensar até a poeira baixar. Só quero que ele deixe nossa vida em paz, bote na balança que temos família e vá procurar alguém da idade dele. Talvez em uma clínica geriátrica.

(DANIEL BERGAMASCO)

 

Fazia muito tempo que eu não via alguém traído tão conformado. Eu não vou nem comentar, porque acho que a entrevista fala por si só.

Chico, com certeza, não vai precisar procurar mulher em clínica geriátrica.... Alguém duvida?

 

 

Vocês se importam?

 

Sempre achei muito estranho esse poder que a vida tem de nos provar que uma coisa é justamente o contrário daquilo que a gente imaginava. Para o melhor ou para o pior.

Tem uns quinze dias eu conheci alguém de quem, eu confesso, fiz um pré -julgamento: olhei, não gostei e pronto. Eu sei que falando em politicamente correto, não é assim que se faz, mas foi assim que rolou. Antipatia gratuita. E eis que a vida (sempre ela), me provou diferente. Descobri uma pessoa super gracinha, que possivelmente com a convivência vai se tornar uma amiga e tanto. Legal quando é assim.

Mas tem o outro lado: semana passada eu escrevi este último post aí embaixo feliz da vida: estava filosofando um pouco sobre o quanto era bom estar começando a superar alguma coisa, o quanto era gostoso poder abrir de novo a porta para a felicidade.

E aí vem uma coisa mínima (especificamente uma frase com duas linhas) e detona. Você vê o quanto não está preparada, o quanto aquilo ainda significa pra você, e principalmente o quanto dói. E começa a refletir sobre a capacidade do ser humano, até os mais doces, de não se importar. Com o sentimento dos outros, com a vida dos outros. E acho que é uma guerra que não tem vencedores: saio eu machucada, e ganham o quê os que machucaram com isso? Eu não posso responder pelos outros. Eu me importo, sempre. Com o que os outros sentem, com o tempo dos outros, com os sentimentos, com os melindres, com as fraquezas.

E não tem nada, não. Bom é saber, (como diz o filósofo Claudíssimo) que dói. Demora. Mas um dia passa.




[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Sudeste , SAO PAULO , Mulher , de 26 a 35 anos , Portuguese , French , Livros , Viagens , Escrever
MSN - flaviaf235@hotmail.com

 


Visitante número:
Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com