Para que servem os desejos?

 

Um dos grandes problemas dos desejos é quando a gente começa a achar que eles existem é para serem realizados.

A verdade é que a maioria deles pode, de fato, ser concretizado. Mas como tudo na vida, tem um preço. Às vezes, alto. Difícil mesmo é, na hora em que eles acontecem, parar para pensar se vale a pena pagar.

É simples: se toda vez que você sentir uma vontade insuportável de se entupir de chocolate você for lá e concretizar, em longo prazo (ou em médio – depende do metabolismo), você vai engordar. Não sei o que compensa mais, – realizar o desejo ou não engordar – mas é o preço. O exemplo do chocolate é um dos mais simples. Mas estava pensando nisso hoje de manhã porque reparei que às vezes as pessoas destroem boas coisas em nome da satisfação de prazeres imediatos. Se você tem um namorado bacana: inteligente, atencioso, carinhoso e agradável, mas vai a uma festa e um homem lindíssimo e altamente desejável te paquera a noite toda e você sucumbe, é possível que você se divirta – e satisfaça seu desejo. Mas depois, a vida cobra. E a conta normalmente é alta.

Não tenho aqui a mínima intenção de fazer campanha moralista. Em um mundo adulto, cada um faz suas escolhas, assume as conseqüências e estamos conversados.

Quando as escolhas envolvem sentimentos de outras pessoas, porém, convém pensar.

Porque aí não se paga sozinho.

Peruas em Crise

 

Este definitivamente não é um blog de notícias, mas é que eu não resisti. A Folha de São Paulo e os principais sites da Internet dão conta de que Eliana Tranchesi, a proprietária da Daslu, uma das lojas mais absurdas de São Paulo, foi detida durante a manhã sob acusação de contrabando, sonegação de impostos e subfaturamento de mercadorias. As mercadorias que chegam à Daslu estão sendo cuidadosamente averiguadas. É, a baixaria chegou também a terra das Dasluzetes.

 

 

                                                                                                    

Um post sobre as férias

 

 

Resolvi finalmente fazer este post para deixar de ser pentelhada pela Alê e pelo Cláudio, que querem afinal, saber um pouco mais sobre as férias.

Foram férias ótimas. Natal tem cerca de 800.000 habitantes, ou seja, não é muito grande. A cidade em si, não tem grandes novidades. Mas o litoral, tanto norte, quanto sul é de matar de tão lindo.

Eu tive a oportunidade de conhecer um lugar para lá de inusitado, que é o Albergue Lua Cheia (www.luacheia.com.br). O lugar é pura e simplesmente um Castelo, com direito a ponte, pátio interno, torres e tudo mais que você pode imaginar. A freqüência, tanto no Albergue quanto no resto de Natal, é maciçamente de turistas estrangeiros, além do Elmo, morador do albergue e o labrador mais fofo e mais manso que eu já vi em toda vida. O mais bacana é poder treinar o inglês e o francês praticamente o tempo todo, além de conhecer pessoas das culturas mais inimagináveis, coisa que eu adoro. Eu fiz os óbvios passeios de bugue (e por incrível que pareça, adorei), e fiz alguns outros que não estão no roteiro turístico, além de reservar um dia quase inteiro para circular e conhecer gente da cidade. Além das fotos, trago a lembrança de dias ótimos, cercada de gente na sua maioria super cool.

A única frustração ficou por conta de Pipa. Todo mundo disse que eu ia amar, mas erraram feio. O lugar está super na moda, e tem aquele ar horroroso que toma conta da também antes linda Trancoso. Ar de vila pequena, mas com Osklen, Rosa Chá, e tenebrosos guarda-sóis coloridos por todos os lados. Em meio a poucos locais, meninas de Hercovitch e chapinha. Fake demais pro meu gosto. Eu fico com a Baía dos Golfinhos, um lugar lindo, praticamente deserto e onde é possível ver... golfinhos (óbvio). Ou então com a beleza rústica de Jacumã. No mais, é aproveitar dias de preguiça em Ponta Negra, o melhor rodízio de camarão da minha vida e um sol lindo que brilhou quase todos os dias.

 

 

A galera do Albergue

 

 

A linda Baia dos Golfinhos

 

Eu, no óbvio aerobunda

 

A fofíssima Sofia, filha do dono do Lua Cheia

 

Juliette, Gustavo, eu (bem no cantinho) e Allan, em noite de forró no Lua Cheia

Sobre a beleza da simplicidade – e da paz.

 

 

“...disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.”

Jorge Luís Borges

 

 

Às vezes, na ânsia de viver grandes paixões, grandes histórias, roteiros fantásticos, a gente se esquece da felicidade que é viver coisas simples. Um beijo, um abraço, um riso de criança, um sorvete dividido, um fim de tarde em uma praia linda... o prazer de andar de mãos dadas e olhar as estrelas.

Eu estava numa fase assim, meio tudo ou nada. Mas numa quarta feira quente de férias, as coisas começaram a se apresentar de forma diferente. Em um castelo em plena Natal (sim, um castelo!!), fui convidada para sentar e observar os morcegos (sim, morcegos). Aquela mão estendida para mim, sem promessas de amanhã, de eternidade ou  de continuidade, me deu mais medo do que a barata que encontrei no meu quarto um dia antes. Estava ali, me convidando para ser feliz agora, não amanhã, não no futuro. Sentei-me no alto do castelo para ver os tais morcegos. Curiosamente, senti-me em paz como há muito não me sentia. Conversei, olhei as estrelas. Fiquei pensando em quantas coisas boas a gente não deixa de viver por pensar o que vai vir adiante, por teorizar demais, por antecipar problemas. E ali, de mãos dadas com alguém que vive uma outra vida, em outro país, com outras atividades, e que possivelmente eu vou encontrar umas poucas vezes na vida, eu descobri a paz e a beleza de aproveitar a vida como ela se apresenta.

Thank you, Aaron.

 

 

PS: Amanhã eu começo a contar a viagem e postar as fotos, prometo!!




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