Mundo estranho esse...
“Ninguém vencerá a guerra entre os sexos. Há muita confraternização entre os inimigos”.
(A vingança de Eva, Henry Kissinger).
Uma conversa ouvida por acaso no saguão do hotel reavivou a idéia de fazer um post sobre a eterna rivalidade homens X mulheres.
Duas mulheres bem vestidas, aparentemente estavam descontentes com todos os homens do mundo. Afirmavam com uma ênfase desnecessária para o local, que eram independentes, bonitas, inteligentes e não precisavam de homens pra nada. Que pagavam as próprias contas e resolviam qualquer problema sem precisar de um homem por perto. E que a vida era muito melhor assim. Ah, tá bom.
Não que eu dependa de homem nenhum. Meu grau de dependência de homens hoje em dia é bem baixo. Também pago minhas contas, encaro um restaurante, bar ou cinema sozinha numa boa se for preciso, faço minha própria declaração de imposto de renda e assino meu contrato de aluguel sem precisar que ninguém leia antes pra mim. Vou a reuniões com cinco ou seis homens com o dobro da minha idade sem stress, dirijo (agora legalmente) pra onde for preciso e sim, viajo sozinha, pro Brasil ou pro exterior, a trabalho ou a passeio.
Mas daí a dizer que não preciso de um homem pra nada... Não, não cheguei neste nível de decepção. Além do mais, não se trata de uma guerra, pra ver quem é mais independente. E apesar de poder fazer tudo isso sozinha, adoro ter alguém que faça algumas coisas por mim. Tem coisa melhor do que ter um homem por perto pra te dar um abraço bem apertado quando as coisas vão mal? E pra espantar lagartixa (uma das coisas que eu jamais poderia fazer sozinha)? E pra por a mão no seu ombro quando vocês vão passar por um lugar estreito?
E quem são as criaturas mais cheirosas deste mundo, que abrem vidro de palmitos (clichê esta não? – Aliás porque quando se usa esta frase o vidro é sempre de palmito?), carregam sacolas pesadas e transam lindamente? Quer dizer, nem todos, mas eu tenho tido sorte.
E com quem é que você vai tomar um vinho, compartilhar um jantar, os medos, os sonhos e a vida?
Não meninas do hotel, sinto muito, mas eu detesto feministas radicais. E apesar de já ter me decepcionado com alguns, continuo a-do-ran-do os homens, as criaturas mais fofas deste mundo. E se for uma guerra, eu não quero vencer nunca. Só confraternizar.
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