“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”
Eu não sou muito fã de blogs que viram diários. Acho que já passei da idade, não tenho paciência e não gosto da exposição que isso traz. E no final das contas, a quem importa se ontem eu levantei, almocei, encontrei uma amiga...? Respeito quem faz, mas acho desnecessário.
Hoje, porém, esse blog vai se prestar a este papel. Ontem eu estava muito, muito triste. Chateada mesmo. E não estava sentindo falta de beijo de namorado ou colo de mãe. Ontem eu queria, pura e simplesmente, meus amigos por perto. Queria que meu melhor amigo me levasse no shopping, que a Alê me ligasse com suas histórias fantásticas, queria abraços e mais abraços dos outros amigos, queria que ligassem no meu celular pra saber se eu estava bem, que mandassem um e-mail, um sinal de fumaça que fosse, e que as amigas da faculdade parassem pra me ouvir. É, eu além de triste, estava carente. Estranhamente, como que para piorar o meu dia, de todos os amigos que tenho (e não são poucos), nenhum se prestou a este papel. Possivelmente foi só um dia ruim. Hoje, ou amanhã, ou depois, estarão todos eles por aí, como sempre estiveram. Mas por um instante, isso me fez me sentir muito, mas muito sozinha. E achar o mundo muito, mas muito cinza. Não sei a quem interessa, mas ontem, a angústia tomou conta e a fragilidade também. Não gostei não.

Curtas
Mais uma prova de que o mundo está perdendo o glamour: a partir de 3 de outubro, a Bolsa de Valores de São Paulo passará a fazer transações somente eletrônicas. Isso significa que todas as fantasias de 90% das minhas amigas (não, não é o meu caso) com homens lindos, engravatados e fazendo negócios aos gritos no pregão da bolsa estão definitivamente canceladas. Pior: daqui alguns anos, quando você contar isso, vão saber o quão velha você está.
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Para quem mora em Sampa: sábado eu e Flávio fomos a um bar na Vila Madalena chamado Filial. Além de uma decoração linda, com caricaturas de Pixinguinha e Ari Barroso, o bar faz a melhor carne seca com abóbora do mundo, e para quem gosta (não, não é o meu caso), tem um cardápio (carta?) enorme de cachaças. Ambiente cool, cheio de gente bonita. Vamos ver se eu convenço as 3 garotas da Cásper a dar um pulinho lá.
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Momento eu quero ser rica: você percebe que alguma coisa é outro nível quando entra em um shopping querendo renovar seu guarda-roupa para o verão e tudo o que consegue comprar é um sorvete Haagen-Dazs (sim, é o meu caso).
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E para encerrar, um site que eu vi indicado no No Mínimo e que é ótimo. É o Beautiful Agony, como fotos elegantes (só do rosto) de várias pessoas naquele momento, “Oh, yes, oh no” de nossas vidas. Inspirem-se.
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