Let’s talk about sex?

 

 

Engraçado como alguns assuntos constrangem as pessoas mais modernas sob a face da Terra. Sexo é um deles. E embora sua bisavó, sua avó e sua mãe já praticassem (ou pratiquem ainda), tem gente que ainda encara o assunto com um pudor que faz com que o assunto tenha cara de novidade.

Basta dar uma olhada neste blog: o post sobre o site Beautiful Agony  não teve nenhum comentário, idem para o texto sobre o Dia Mundial do Orgasmo. Dia desses estava na casa de uma amiga dando uma olhada no meu Orkut. Fuça daqui, procura de lá, e acabei achando uma comunidade chamada “Eu adoro sexo”. Com um sorriso dos mais naturais do mundo, comentei com a tal da amiga que ia entrar. E eis que ela, com 29 anos, dragão tatuado nas costas, morando com o namorado e dona do guarda roupa mais style que eu já vi, me sai com essa: “Mas Flávia, que horror! Vão pensar que você é uma vadia!”.

Eu sei que o comentário não foi por mal. Mas acho que nem minha avó pensa mais que só as vadias gostam de sexo (e se for assim, sorte a delas, que aproveitam mais a vida). E o que dizer de entrar assim, distraída, na faculdade, e ouvir que os outdoors proibidos pelo Serra eram de fato um atentado à moral? Ok, respeito a opinião alheia e o doce argumento de que crianças podem ver tais outdoors. Mas ainda é segredo pra alguém que as pessoas fazem sexo oral? Ou que meninos freqüentam “casas de massagem”? E que meninas de família a-do-ram ir pra cama com o cara certo (e às vezes com o errado também)?

Será que um dos meus próximos posts, sobre a exposição “Erótica – os sentidos da arte” será banido? E o que dizer dos futuros links sobre o mesmo assunto? Serão considerados vulgares? E quem é que vai comigo ver alguns dos vários pornôs-chiques em cartaz no cinema? E os livros novos da Taschen, sobre fotografia, ahn... animada? Não vou ganhar nunca de presente?

Tem dias em que eu penso que de tão banalizado, por incrível que pareça, o assunto virou tabu.

 

 

 

Post sem título e com dono

 

 

Para Flávio (esperando que fique bem)

 

Enquanto houver sol

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Machucar é preciso? (ou andar bem arrumada vale a pena?)

 

 

Machucar alguém é sempre péssimo. Por já ter estado do outro lado algumas vezes, tomo cuidados ultra-reforçados pra não fazer isso com ninguém. Vez por outra, é inevitável. “Foi melhor assim”, porém, não é só uma frase vazia. Se eu for contar o número de vezes que quis morrer por alguma coisa que não deu certo e percebi beem depois o quanto foi melhor assim... mas quem é que pensa nisso na hora fatídica?

Por outro lado,  tentar postergar uma situação que não é legal pra não machucar resolve? Ou só faz com que você tenha que machucar a pessoa mais lá na frente?

Ontem, conversando com uma amiga, que passou por um perrengue, mas está ó-ti-ma, recuperadíssima, percebi que vou ter que tomar uma decisão que vai machucar alguém. Que vai magoar, ferir e pegar de surpresa. Talvez, esta pessoa leve meses pra notar isso. Talvez só uma semana. Mas cedo ou tarde, vai perceber que foi melhor assim.

 

PS: Não tem nada a ver com o resto do post, mas vocês já repararam que quando se está linda, arrumada e glamourosa, as únicas pessoas que encontra na rua são uma ex-colega do primário, um colega de trabalho gordo e beirando os 70 anos e o porteiro do seu ex-prédio? E quando sai pra almoçar correndo, com o cabelo amarrado em um coque desajeitado, sem um pingo de maquiagem e com o esmalte lascado encontra um ex que te balançou, o cara mais gato do trabalho e o cara da faculdade em que está de olho há sé-cu-los? Sim, é claro que estar bem arrumada e se sentir bem é ótimo, independente de encontrar ou não alguém na rua. Mas é que, seguindo esta teoria, se eu andar sempre super bem-arrumada, nunca mais vou cruzar na rua com ninguém que me interessa?

Curtas

 

  

Foto tirada no Parque da Mônica, em matéria sobre espaços lúdicos infantis, e de onde eu saí mais pobre e com alguns exemplares da Turma da Mônica em borracha, aos 26 anos. Deus, faça com que a matéria sobre a São Silvestre de hoje me inspire a me tornar uma corredora.

 

***

 

Hoje é aniversário do garoto do Fait-Divers, que deve estar comemorando lá na cidade dele.

Parabéns, Emanuel !!

 

***

 

Se mais alguém insistir para eu deixar de ser preconceituosa e ir assistir “2 Filhos de Francisco”, eu mato, juro. Agora até não assistir um filme virou sinal de preconceito. E forçar alguém a assistir algo pelo qual definitivamente não se interessa, é bonito, é?

 

***

 

Em vez disso, fui assistir na 6ª, “Da cama para a fama”, este sim, ótimo.

 




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