As escolhas que a gente faz. E as que não faz.

 

 

De vez em quando eu caio naquela loucura que é começar a imaginar como seriam as coisas se eu não tivesse voltado pra São Paulo, se não tivesse terminado com aquele namorado, se não tivesse ido àquele bar naquele dia... Digo loucura porque não há como saber.

As situações vão se apresentando, a gente vai resolvendo, vai tomando decisões, e vai construindo uma estrada. E ficar imaginando como seria se tivesse tomado outro caminho só faz enlouquecer quem cai neste exercício maluco.

Mas duro, duro mesmo, é se arrepender daquilo que não fez. De não ter dito que gosta, que quer um abraço, que está com saudade.

Tem gente que quando vai a uma festa, imagina o que o outro vai pensar, e acaba não dançando. Vai a um karaokê, e, morrendo de vergonha, acaba não cantando.

Aí não vai a uma festa legal porque acha que não tem uma roupa bacana, não aceita um convite de viagem porque tem medo do depois, não abraça apertado, não beija apaixonado e não diz que está a fim com medo do outro achar que a história, afinal, já está ganha. E quando olha em retrospecto, vê como foi boba, e quantas coisas (boas e ruins) deixou de viver.

Eu já fiz bilhões de bobagens nesta vida. E quando lembrar disso me faz titubear frente a uma nova escolha, procuro manter uma só idéia em foco. A de que, definitivamente, não quero me arrepender das coisas que eu não fiz.

Estranho mesmo é você não ter percebido...

 

 

 

All Star

Nando Reis

 

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
o sal viria doce para os novos lábios
colombo procurou as índias mas a terra avisto em você
o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
estranho é gostar tanto do seu all star azul
estranho é pensar que o bairro das laranjeiras,
satisfeito, sorri
quando chego ali
e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te encontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem
ficou pra hoje.
estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
seu all star azul combina com o meu, preto, de cano alto
se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
o tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato

Curtas

 

 

O blog está abandonado, eu sei. Mas é que não estou dando conta de correr (literalmente), entregar todos os trabalhos, fazer todas as provas e trabalhar.

Paciência comigo, leitores.

Já já isso passa, e eu vou, linda e morena, tomar meu solzinho no Rio de Janeiro e atualizar este blog.

 

***

 

Ele é fofo, simpático e inteligente. Mas falta acreditar um pouco mais nele, na sua força. No dia que fizer isso, ninguém segura mais. Então se der pra deixar um recado, fica aqui este. Ouse. Por incrível que pareça, tem gente que vai adorar ver isso. Inclusive eu.

 

***

 

A vida é dura. Se você não vai nem a um restaurante sozinha, fez poucas coisas diferentes da vida e depende de um homem até para ler um contrato pra você, é uma tonta. Se ao contrário, janta tranqüila em restaurante lotado sozinha, inventa uma moda nova a cada semana e apesar de a-do-rar os homens, toca bem sua vida prática sem eles, é independente. E assusta. Alguém me explica?

 




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