Férias!!
Cosmopolita é o ser que vive sem barreiras, sem limites ou fronteiras. O mundo é sua casa. Seu olhar não é restrito, vai além do horizonte, sempre buscando novas idéias, formas e conceitos. Toda expressão é válida e relevante, tudo que se diz, tudo que se constrói é digno de ser admirado. Cada lugar habitado, cada povo têm um olhar e uma sensibilidade criativa. Cosmopolita é o ser que se cerca desses valores e os absorve de maneira mais intensa, sempre buscando o novo, o original e o belo. De Londres a Teresina, das Belas Alamedas Parisienses a Jericoacoara, do concreto armado de New York a Gramado, toda obra humana se faz a partir deste sentido de universalidade. A inesgotável diversidade é o maior patrimônio da vida. O cosmopolita vive no Cosmo, no Universo. O mundo cabe na palma da sua mão. Cosmopolita é o ser livre.
Autor desconhecido.
Eu chego lá. Enquanto eu não chego, vou ao Rio tomar sol e pular de asa delta, curtir mini-férias. Se der, posto de lá. Hasta.
O Natal já chegou. Medo.
O comércio anda decidindo cada vez mais cedo que já é Natal. Como conseqüência disso, eu tenho que conviver cada vez mais cedo com ele. Eu não gosto de Natal. Não pelo que ele representa em si, óbvio, que é bem legal. Mas pela quantidade de obrigações, stress e preocupações pelos quais eu tenho que passar nesta época.
Certo, Natal é uma época legal para estar com quem se gosta, dirá você. E que época não é?, pergunto eu.
Só que além de estar convivendo desde o fim de outubro com panetones ( e eu faço regime e, que eu saiba, regimes sérios não combinam com panetones), depois de mil preocupações no trabalho e outras fora dele, ter que ouvir de uma quase desconhecida do trabalho: “Não vai ver a apresentação do coral de Natal? É tão lindo....” é de matar.
Isso sem contar os milhões de abraços que vou receber de pessoas que não estão absolutamente nem aí com o meu Natal e ainda assim vão desejar um Feliz Natal. Sem contar os bilhões de cartões padronizados que eu vou receber (e pior, vou ter que retribuir). E sem falar na obrigação insana de ter que sair por aí comprando presentes em Shoppings atulhados de pessoas mais insanas ainda.
Presente não tem época. Dia desses eu saí pra jantar com um amigo e ele apareceu com um bonsai. Quando perguntei por que, ele me olhou sério e disse: pra te fazer companhia quando você não estiver legal, e te lembrar que eu estou aqui quando você precisar. Porque presente pra mim não tem data. E é bem melhor assim.
Sábio ele. E fofo. E meu amigo.
Não, não. Já dizia alguém bem mais sábio que eu que o Natal é quase sempre uma escolha entre o stress e a depressão.
Este ano eu fiz diferente. Vou viajar e volto só quando tiver faltando bem pouco pro Natal chegar. Me livro do stress e quando finalmente o peru for cortado, eu vou estar descansada e bronzeada. E vou presenteando as pessoas quando o meu coração mandar. Se vou deixar um Feliz Natal pra vocês? Não sei ainda. Mas com certeza, desejo tudo de melhor que possa haver no mundo. Não no Natal. Mas sempre.
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