Rua Nascimento Silva, 107
Difícil escrever um post sobre o Rio.
Eu tenho uma relação estranha com a cidade. É um lugar onde eu já estive milhares de vezes e do qual sempre me esqueço o quanto gosto quanto estou em outro lugar. É menos perigoso do que parece na Globo, sem dúvida. E assustadoramente linda. Tenho me dedicado a fazer as coisas de forma tranquila, e por isso mesmo tenho aproveitado tanto a estada aqui. O bairro onde estou hospedada, Ipanema, ajuda muito. É um bairro sem um correspondente em São Paulo. E para quem ama bossa-nova e acabou de assistir (aqui mesmo!) o filme Vinícius, chega a ser emocionante. Sem falar que tem um charme a mais acabar de ver o filme, pegar um ônibus e descer na Rua Nascimento Silva (lembram da música: "Rua Nascimento Silva,107, você ensinado pra Elizete, as canções da canção do amor demais..."), que foi também endereço de Vinícius.
Além disso, descobri uma livraria ótima, quase perfeita, que também fica em Ipanema: A Livraria da Travessa. O lugar é lindo, meio escuro, com livros ótimos e um jazz tocando bem baixinho. Tem de tudo: livros sobre moda (fiquei com vontade de comprar tudo), jazz, lançamentos, e sou obrigada a admitir: domingo deixei meu lado perua falar mais alto e fui ao lançamento do livro da Danuza Leão, que, podem jogar pedras, li e adorei. Acabei saindo de lá com um livro de Antônio Maria, que amei, e não por acaso foi um dos maridos da Danuza.
Isso sem contar os passeios de bicicleta que tenho feito na Lagoa toda tarde e os 20 milhões de novos botecos ótimos que tenho descoberto.
As vezes a gente corre tanto, o tempo todo, que esquece de como a vida pode ser simples. E boa.