Vale, mas cansa – ou cansa, mas vale.
O que faz a diferença entre aqueles que se destacam e a média? Por quê tantas pessoas começam regimes nas segundas-feiras e param? Ou pagam um horror de academia pra freqüentar duas vezes? Por quê será que milhares de bons projetos são abandonados, resoluções de ano novo feitas com a maior boa-fé são esquecidas? O que diferencia um bom ator, por exemplo, de um mediano?
Eu já tive as mais variadas respostas para estas perguntas: de sorte à predisposição genética. Hoje vejo que passa muito mais pela determinação, perseverança e um bocado de paciência, palavras tão usadas pelos livros de auto-ajuda - que só ajudam mesmo a quem escreve.
Para se conseguir o que quer, normalmente vai um longo tempo passando por algo que cansa, exaure, não tem nenhum glamour e às vezes até te impede de ver os amigos com a freqüência que se gostaria. A vida é dura, às vezes.
O grande problema é que é muito fácil trocar o prazer imediato pelo prazer em longo prazo. E aí as pessoas acabam cedendo e esquecem que a conta chega. Comer um mundo de chocolate é uma delícia, mas o resultado vocês conhecem bem. Se você quer ser um super ator mas na hora de estudar fica fazendo caras e bocas pra revistas de fofoca, complica. Academia é muito chato, mas não existem relatos de pessoas que freqüentaram com afinco durante um tempo longo e ficaram gordas. Só para dar um exemplo bem banal (e discussões sobre culto ao corpo à parte), é difícil achar uma mulher que não quisesse o corpo de uma top model. Mas quantas se dedicam com afinco, e resistem bravamente a toda sorte de coisas boas que tem por aí pra comer? Quantas vão a academia chova ou faça sol? Não estou discutindo aqui se ter um corpo legal é ou não importante, até porque isso é uma decisão muito pessoal. O que estou querendo dizer, é que pra qualquer coisa que você queira fazer, de equitação a alpinismo, sem persistência, determinação e sem abrir mão de outras coisas, no way. Não se você quiser ser boa.
|
|
||||
|
||||
|
|
||||
|
||||