Drops
Sexta eu fui assistir o filme “O Maior Amor do Mundo”, mas bem que podia chamar o pior filme do mundo. Não gostei nem um pouco. Nem foi esse o motivo principal, mas eu poderia ter sido poupada de ver o Zé Wilker transando com a Taís Araújo.
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Em compensação o programa do feriado foi variadíssimo: eu uma só noite eu e a Ká conseguimos passar do jazz instrumental à roda de samba e só pra variar, terminar a noite no Filial. Tem até uma foto do começo da noite no fotolog.
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Estou me tornando uma pessoa compulsiva por baixar músicas. Preciso parar com isso urgentemente.
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Eu levei 27 anos para descobrir o poder da maquiagem correta. Será que eu deixei mais alguma coisa importante para trás?
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No próximo final de semana, depois desse do feriado, eu começo dois cursos novos. Vou acabar me esquecendo de novo do poder da maquiagem, possivelmente preocupada com coisas mais importantes. Mas feliz da vida.
Saudade da vida simples
Ando cansada. E não falo de cansaço físico, já que me canso por três motivos: diversão, trabalho e faculdade – três coisas que adoro e das quais não tenho o direito de me queixar.
Eu ando cansada mesmo é da vida complicada. De repente tudo que eu queria era viver mais simples, onde não houvesse tantas brigas, estratagemas, complicações, maquinações.
Ando com saudades de levar uma vida bem piegas, de correr na praia num domingo de sol, de passear de mãos dadas numa tarde preguiçosa de sábado, depois entrar em uma livraria bem bacana e ficar mostrando os livros que eu acho legais e descobrindo livros novos. De sentar para almoçar olhando o mar, de tomar suco de tangerina e dar risada de coisas bobas, como um queixo sujo de molho, alguém que tropeça na rua ou de uma risada de criança.
Sinto falta de dividir um sorvete bem grande de morango e de dançar despreocupada e ganhar um abraço gostoso no final.
Ando com vontade de assar um peixe com alguém me aporrinhando por causa do tempero, de tomar um vinho dando risada e de ler os quadrinhos no jornal achando muita graça. Com saudade de tudo aquilo que não custa muito e abre o maior sorriso no rosto. Ando com saudade de contar piadas bobas e ouvir uma risada despreocupada.
Não estou aborrecida, irritada ou me queixando, muito pelo contrário. Apenas constatando que a vida passa mega rápido e eu quero mesmo ser feliz, na maior parte do tempo possível.
Que a vida não é fácil, que é preciso batalhar pra conseguir aquilo que se quer, eu já sei e estou super de acordo. Que não existem relações profundas, sejam de namoro, amizade ou familiares que não tenham passado por ajustes, discussões de ponto de vista e adaptações, também concordo. Melhor discutir e acertar do que ser superficial. Mas também concordo que não dá pra viver em uma novela, com novos fatores alterando tudo a cada segundo, sustos, estratégias e lances diferentosos todo dia. Eu ainda não sei bem nem com quem, nem como, nem de que forma. Mas ando atrás de risadas simples e de curtir as coisas boas da vida. Como um abraço apertado, um beijo roubado, uma ligação de surpresa ou uma manhã de sol.
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