Um pouco de tudo
Neste fim de semana aconteceram duas coisas que me deixaram tristes de ver a insegurança, a amargura e a carência disfarçada de bom humor e liberação.
É muito chato ver como a maioria das pessoas (e isso me inclui) vez por outra acaba vendo relacionamentos como aquela máxima da ditadura “Ame ou Deixe-o”.
Parece que existe um portal: ou você não namora, e aí pode sair com suas amigas, beber, ficar de papo até de madrugada e viver sem ter que dar satisfações. Aí você arranja um namorado e pronto: tem que avisar aonde vai, com quem, quando, quanto tempo vai demorar e acabam os programas que não sejam com o namorado.
Em outros casos, piores, (como o que eu vi rolar neste fim de semana), o amor é uma área de desconfianças tão constantes e tão absurdas que chegam a aborrecer não só o objeto desse amor, mas quem está em volta.
E em alguns casos até é assim mesmo. Mas não deveria. No meu, felizmente não é. E desculpe ficar usando este espaço para ficar babando no meu namorado, mas afinal o espaço é meu, né? Chega uma hora em que relacionamento só vale a pena com duas condições: se for vivido integralmente (sim, estamos namorando e não, estamos ficando, vamos ver, minha mãe, meu cachorro, meu trabalho, os estudos e mais 6 bilhões de desculpas) e se puder haver confiança.
Acordem meninas: namoro não é prisão. Eu passei a sexta no cinema com colegas de faculdade e depois bebendo na casa de uma amiga, o almoço de sábado fofocando com uma amiga, a tarde fazendo um curso e a noite tomando vinho com o namorado e assistindo filme. O domingo a tarde com a minha mãe e a noite de domingo de novo com ele, no teatro. Fim de semana que vem ele trabalha e eu possivelmente vou a uma cervejada com os amigos.
Dá pra ter amigos, ir ao bar e namorar. Fazer jantar romântico, dançar na cervejada e fofocar com as amigas. Tudo uma questão de achar a pessoa certa.
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